Leve deixa-me aquele momento

2 de janeiro de 2014

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Corro contra o vento a cada pedalada

O vento tira para dançar meus cabelos

Eu ouço o som do vento entre as folhas

Ele também tira outro par para dançar

Uma borboleta voando leve

Leve deixa-me aquele momento que parecia até, ter sido escrito por um poeta

Árvores são adoráveis

14 de outubro de 2013

Altas, baixas, tronco espesso ou não
Não importa, elas continuam adoráveis
Nos dão abrigo sem pedir nada em troca
Fornece sombra para nossas cabeças esquentadas
E nem ao menos dizemos obrigado
Mesmo assim, elas continuam ali paradas
Como se estivessem esperando companhia
Alguém para se encostar em seu casco
E sentir ao toque àspero e delicado
Ah, por favor
Árvores são silenciosas, não por serem indiferentes conosco
Elas a são assim, pois são adoráveis

A tua beleza são como as estrelas

14 de outubro de 2013

A tua beleza são como as estrelas. São pequeninas de longe, e enormes de perto. Há uma simplicidade rara nelas que a grande maioria das pessoas não param para ver, pois há outras luzes cheias de adornos que te roubam a atenção. E mesmo que tu penses que não és nada comparada às luzes de natal, sempre haverá um enamorado em algum lugar admirando-te. E quando eles te veem, têm torcicolos de tanto te olhar.

Natureza

14 de outubro de 2013

Como algo tão frágil e sensível possa ser tão indestrutível? Assim é a natureza. Ela nos dá a sua grande sensibilidade, as flores que desabrocham, as folhas caindo silenciosamente e mudando de cor a cada estação. As raízes penetrando na terra, penas macias e delicadas. Os cheiros e os sabores. Ela é forte e não para com qualquer concreto e cimento. Ela faz curvas e segue adiante. Algo tão calmo e ao mesmo tempo nas profundezas, tão turbulento. Assim é a água. Que isto sirva-me de inspiração para quando eu pensar que tudo está acabado. O homem pode vir com o machado e cortar-me o tronco, mas eu irei regenerar com pequeninas mudas.

Disperse as sementes

14 de outubro de 2013

Faz do teu sopro um agente dispersor de sementes, estas protegidas por uma cápsula rígida. Faz com que elas atinjam diferentes lados e brotem na terra. Sopre forte para fora tudo que há por dentro e deixa que a leveza carregue teu encanto. Sopre um dente de leão, e que suas sementes sejam cada sonho, cada amor, cada novo amanhecer. Repara nestas flores que deixam o vento carregarem suas sementes. Faz igual a elas, deixa o vento espalhar teus encantos docemente. E por que não deixar que carregue teus prantos também?

Ninguém repara na beleza da menina

14 de outubro de 2013

A menina que passa despercebida por olhos que não a veem. Ninguém repara na menina calada, porque não o sabem apreciar a beleza de seu silêncio. Ninguém repara em seus olhos, e então não percebem a doçura de seu olhar. Ninguém escuta a sua voz, e então não sabem o quanto ela tem tanto a dizer. Ninguém percebe, mas a menina pôs a fita no cabelo com intento de repararem a beleza que ela esconde. Mas ninguém tem o olhar ingênuo da menina. Ninguém repara na beleza da menina que não passa nenhuma beleza, somente aquela que se enxerga com o coração.

Borboletas no estômago

14 de outubro de 2013

Na planta chamada Coração, havia lagartas que se transformaram em belas borboletas. Não cabia tantas lá. E todas as borboletas foram para o jardim chamado Estômago. E mesmo lá, deixou o jardim mais bonito.

Como eu vejo o mundo

14 de outubro de 2013

Eu vejo o mundo colorido e a gente vivendo somente uma cor
Eu vejo o mundo se expandindo e a gente diminuindo
Eu vejo o mundo a girar e a gente sem nada a fazer
Eu vejo o tempo passar e a gente ficando para trás
Eu vejo o tempo parar e a gente nem ao menos aproveitar.

Saudades de minha infância

14 de outubro de 2013

Agora vem-me a lembrança
Da infância
Quando tudo era fantasia

E eu brincava tanto
Não me importava há que horas eu voltaria
Corria, corria

Sem nem ao menos importar-me com ao meu redor
Tudo era algria
E a dor? Ah, moço
Ela não existia!

As amizades eram feitas com facilidade
E as brigas não duravam nem uma eternidade
Pulava, pulava!

Com a intenção de alcançar as estrelas
Mas tão inocente, não sabia da gravidade

Saudades de minha infância
Quando tudo era fantasia

Os olhos tremiam

14 de outubro de 2013

Alice um dia estava sentada ao lado da janela. E o olhar se dirigia constantemente para as paredes. Ela não conseguia observar as pessoas ao seu redor, pois os olhos tremiam, era um olhar perdido em meio de tantas bocas a falar. Alice sentia algo fora do comum na presença de muitas pessoas, até mesmo somente de uma. Afastou um pouco a cortina e passou a observar a vida lá fora. Pessoas indo e vindo, carros, ônibus… A correria de uma cidade que não para um segundo. Mas ela não gostaria de estar ali, o que queria mesmo era observar pássaros cantando, flores desabrochando, formigas trabalhando, borboletas a dançar junto com o vento. Queria poder ver o sol nascer e se pôr sem nada para atrapalhar, sem a imensidão dos prédios.
Enquanto as pessoas riam, conversavam, se abraçavam… Ela, porém, continuava em seu mundo, como se não estivesse ali. Em seu mais profundo interior, Alice desejava participar ao menos uma vez de toda aquela calorosa situação. Pensava consigo mesma que ao sair dali, estaria no melhor lugar de todo o universo e se sentiria amada e protegida. O lugar era então o abraço daquele alguém que ela mais ama.