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Um Conto Sobre A Primavera


Todas as manhãs a pequenina Nina saia do oco de um pinheiro e lavava o rosto com as gotas de orvalho da chuva do dia anterior. A primavera se aproximava e ela se sentia muito entusiasmada.
Enquanto isso lá no alto do céu uma águia ecoava seu som característico por todo o vale e em seu dorso havia um gnomo barbudo e pançudo.
Quando Nina se preparava para colher néctar das flores silvestres, a águia pousou em um dos galhos do pinheiro, o gnomo que estava em seu dorso deslizou pelos cascos em uma pinha e correu em direção a ela gritando:
– Uma carta para a senhorita!
Nina virou-se espantada e se perguntando quem teria enviado uma carta para ela
– Ah, obrgada, sr. Carteiro
Ela passou os olhos pelo envelope bem bonito, endereçado a Rua dos Pinheiros Coloridos, srta. Nina Cabeça de Vento. Pensou consigo mesma “Cabeça de Vento???” Quem ousa chamar-me deste modo!
Voltou para seu oco e nem se despediu do sr. Carteiro Gnomo Pançudo

Já dentro de seu adorável pinheiro, começou a ler a tal carta que possuía os seguintes dizeres:

Estimada, srta. Nina Cabeça de Vento

Gostaríamos de lhe avisar que o Bosque dos Pinheiros Coloridos deixará de existir assim que a primavera surgir. Peço-lhe que arrume teus pertences e consiga outro local para viver.

Cordialmente, Centro de Mineração Gnomos do Vale.

Após ler esta carta, não conseguiu mover nem mesmo algum de seus minúsculos dedos. Ainda incrédula, desatou ao desespero. Todo aquele bosque seria devastado porque gnomos gananciosos estavam a procura de minerais preciosos.

Do outro lado do vale, os gnomos se reuniam para explorarem táticas de quais lugares do Bosque dos Pinheiros Coloridos seria ideal para procurar minerais. Os gnomos eram tão inteligentes, sabiam tudo sobre os tesouros que a terra guardava! Eles estavam cegos de ganância e só queriam encontrar ouro.

No final do dia, Nina estava um pouco mais calma, pois o vento de sua cabeça lhe deu inspiração!

Faltavam alguns dias para a primavera, mas Nina estava confiante de que iria dar certo o seu belo plano! Então foi colher néctar das flores amarelas que ficavam no alto de uma subida e onde o brilho do Sol tocava e reluzia ainda mais aquela paisagem.

Naquele momento, bem de baixo da terra, várias sementes de girassóis estavam germinando no Bosque dos Pinheiros Coloridos. E a cada manhã ensolarada que passava, todas as sementes se transformavam em belos girassóis gigantes, tudo para Nina era gigante. Até mesmo em seu oco surgiu um girassol! Todos os habitantes do Bosque estavam eufóricos e a pequena Nina também estava!

 

O caro leitor deve estar se perguntando o que houve, afinal. Poucos sabem, mas este segredo eu posso lhes dizer. Quando o vento passou pela cabeça da nossa pequenina Nina, ele trazia o cheiro da primavera. Foi quando nossa heroína teve a ideia de guardar sementes de girassóis, suas flores favoritas, em cada pedacinho de terra que havia os tais minerais tão cobiçados pelos gnomos. Claro que ela obteve uma ajudinha de amigos camundongos, que assim como os gnomos, conheciam muito bem o mundo subterrâneo! E desta forma, aqueles pançudos gananciosos não conseguiram chegar onde queriam de tanto girassol que havia no Bosque dos Pinheiros Coloridos! Agora milhares de abelhas apareciam e dividiam seu mel com Nina e tomavam chá de néctar juntos.

E quando todos estavam reunidos em seu oco no meio de um pinheiro, Nina pensou consigo mesma que nem todo mineral desse mundo é capaz de recompensar um belo momento com amigos e o quentinho de um chá.

 

 

Obrigada pela visita! ♡

Leve deixa-me aquele momento


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Corro contra o vento a cada pedalada

O vento tira para dançar meus cabelos

Eu ouço o som do vento entre as folhas

Ele também tira outro par para dançar

Uma borboleta voando leve

Leve deixa-me aquele momento que parecia até, ter sido escrito por um poeta

Árvores são adoráveis


Altas, baixas, tronco espesso ou não
Não importa, elas continuam adoráveis
Nos dão abrigo sem pedir nada em troca
Fornece sombra para nossas cabeças esquentadas
E nem ao menos dizemos obrigado
Mesmo assim, elas continuam ali paradas
Como se estivessem esperando companhia
Alguém para se encostar em seu casco
E sentir ao toque àspero e delicado
Ah, por favor
Árvores são silenciosas, não por serem indiferentes conosco
Elas a são assim, pois são adoráveis

A tua beleza são como as estrelas


A tua beleza são como as estrelas. São pequeninas de longe, e enormes de perto. Há uma simplicidade rara nelas que a grande maioria das pessoas não param para ver, pois há outras luzes cheias de adornos que te roubam a atenção. E mesmo que tu penses que não és nada comparada às luzes de natal, sempre haverá um enamorado em algum lugar admirando-te. E quando eles te veem, têm torcicolos de tanto te olhar.

Natureza


Como algo tão frágil e sensível possa ser tão indestrutível? Assim é a natureza. Ela nos dá a sua grande sensibilidade, as flores que desabrocham, as folhas caindo silenciosamente e mudando de cor a cada estação. As raízes penetrando na terra, penas macias e delicadas. Os cheiros e os sabores. Ela é forte e não para com qualquer concreto e cimento. Ela faz curvas e segue adiante. Algo tão calmo e ao mesmo tempo nas profundezas, tão turbulento. Assim é a água. Que isto sirva-me de inspiração para quando eu pensar que tudo está acabado. O homem pode vir com o machado e cortar-me o tronco, mas eu irei regenerar com pequeninas mudas.

Disperse as sementes


Faz do teu sopro um agente dispersor de sementes, estas protegidas por uma cápsula rígida. Faz com que elas atinjam diferentes lados e brotem na terra. Sopre forte para fora tudo que há por dentro e deixa que a leveza carregue teu encanto. Sopre um dente de leão, e que suas sementes sejam cada sonho, cada amor, cada novo amanhecer. Repara nestas flores que deixam o vento carregarem suas sementes. Faz igual a elas, deixa o vento espalhar teus encantos docemente. E por que não deixar que carregue teus prantos também?

Ninguém repara na beleza da menina


A menina que passa despercebida por olhos que não a veem. Ninguém repara na menina calada, porque não o sabem apreciar a beleza de seu silêncio. Ninguém repara em seus olhos, e então não percebem a doçura de seu olhar. Ninguém escuta a sua voz, e então não sabem o quanto ela tem tanto a dizer. Ninguém percebe, mas a menina pôs a fita no cabelo com intento de repararem a beleza que ela esconde. Mas ninguém tem o olhar ingênuo da menina. Ninguém repara na beleza da menina que não passa nenhuma beleza, somente aquela que se enxerga com o coração.

Borboletas no estômago


Na planta chamada Coração, havia lagartas que se transformaram em belas borboletas. Não cabia tantas lá. E todas as borboletas foram para o jardim chamado Estômago. E mesmo lá, deixou o jardim mais bonito.

Como eu vejo o mundo


Eu vejo o mundo colorido e a gente vivendo somente uma cor
Eu vejo o mundo se expandindo e a gente diminuindo
Eu vejo o mundo a girar e a gente sem nada a fazer
Eu vejo o tempo passar e a gente ficando para trás
Eu vejo o tempo parar e a gente nem ao menos aproveitar.

Saudades de minha infância


Agora vem-me a lembrança
Da infância
Quando tudo era fantasia

E eu brincava tanto
Não me importava há que horas eu voltaria
Corria, corria

Sem nem ao menos importar-me com ao meu redor
Tudo era algria
E a dor? Ah, moço
Ela não existia!

As amizades eram feitas com facilidade
E as brigas não duravam nem uma eternidade
Pulava, pulava!

Com a intenção de alcançar as estrelas
Mas tão inocente, não sabia da gravidade

Saudades de minha infância
Quando tudo era fantasia

Os olhos tremiam


Alice um dia estava sentada ao lado da janela. E o olhar se dirigia constantemente para as paredes. Ela não conseguia observar as pessoas ao seu redor, pois os olhos tremiam, era um olhar perdido em meio de tantas bocas a falar. Alice sentia algo fora do comum na presença de muitas pessoas, até mesmo somente de uma. Afastou um pouco a cortina e passou a observar a vida lá fora. Pessoas indo e vindo, carros, ônibus… A correria de uma cidade que não para um segundo. Mas ela não gostaria de estar ali, o que queria mesmo era observar pássaros cantando, flores desabrochando, formigas trabalhando, borboletas a dançar junto com o vento. Queria poder ver o sol nascer e se pôr sem nada para atrapalhar, sem a imensidão dos prédios.
Enquanto as pessoas riam, conversavam, se abraçavam… Ela, porém, continuava em seu mundo, como se não estivesse ali. Em seu mais profundo interior, Alice desejava participar ao menos uma vez de toda aquela calorosa situação. Pensava consigo mesma que ao sair dali, estaria no melhor lugar de todo o universo e se sentiria amada e protegida. O lugar era então o abraço daquele alguém que ela mais ama.

Vernalagnia


O Inverno sem cor, pálido e sem vida passara.
Com isto nascera a Primavera, feita a aquarela.
Da neve derretida, deu-se lugar a uma margarida florescida
Dos galhos secos, a um verde afável
Tudo que era apatia, transformara em alegria
Dos corações brotara amor feito poesia
O casal que caminha pela rua
Os pássaros que cantam
O rapaz que declama à menina que é sua
Primavera, feita a aquarela
Dá-me o amor dessa donzela.

Chuva versus Sol


Há pessoas que preferem os dias chuvosos e nublados… Que de algum modo as fazem inspirar, a se sentirem aconchegadas com um travesseiro e um cobertor.

Há pessoas que preferem os dias ensolarados e quentes… Que as dão mais energia e alegra o coração.

Eu prefiro o que a natureza pode me oferecer.

Quando chove, eu fico contente, porque eu sinto aquele cheirinho de terra molhada. Ouço as gotas caírem no telhado, no chão, nas folhas das árvores, ouço os trovões e o jogo de luz dos raios. Eu fico feliz, pois o que mais gosto de fazer na chuva é correr e me molhar completamente e voltar para casa ensopada.

Quando vai cessando e os raios solares que estavam escondidos, começam a brilhar… É tão intenso, que ele começa a pintar um belo arco-íris, anunciando o fim de uma tormenta.

Então eu me alegro ainda mais, porque adoro a luz do Sol, a luz natural. Que atingem o meu rosto, e meus olhos castanhos, passam a tomar a tonalidade cor de mel. Os meus cabelos pretos, ficam com as pontas castanhas avermelhadas. As flores, os pássaros, as formigas deixam a timidez de lado. Eu posso me deliciar com um sorvete, andar de bicicleta pelas ruas e apreciar o espetáculo mais lindo do dia: o pôr do sol.