Poemas feitos em tardes serenas

29 de outubro de 2016

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Saudações faéricas!

Ultimamente tenho estado muito inspirada para escrever. Havia tempos que essa minha cabecinha não juntava palavras que fizessem sentido (pelo menos para mim). Esta inspiração veio na mesma época que minha máquina de escrever voltou do conserto. Eu a tenho desde criancinha, foi da minha vó e ela passou para mim enquanto estava viva. Resolvi trazê-la para onde eu moro para que eu pudesse utilizá-la. Amo máquinas de escrever e outras coisas antigas também… Sempre tive um fascínio por aquilo que remetesse-me a um passado o qual nunca vivi.
Estes poemas são simplórios, talvez bobos (algumas pessoas podem achar). Porém eu acredito que vocês não irão achá-los bobos. Eu escrevi uns tantos outros, não quero postá-los aqui porque os enviarei a pessoas queridas como presente. Porém deixarei pequenos trechos destes.

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Elfo dos ventos, o que carregas em teus pensamentos
O orvalho da manhã sobre as folhas verdes
Refletem em teus olhos cinzentos

Elfo dos ventos, tu não corres sobre as colinas
A leveza de teu ser flutua pelo ar como se fosse um sonho
Nevoeiro formado após a neblina

Elfo dos ventos, tocas a flauta doce na noite de luar
Adormecem as criaturas sob melodias melífluas
Caminham por seus devaneios pela orla antes do despertar

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As fadas se vestem de folhas e enfeitam-se com o brilho das estrelas
Saem para bailar ao redor de cogumelos amarelos
Que quando espalham a sua magia alcançam o Sol e assim há o amanhecer

As fadas caminham por trilhas feitas por formigas
Enquanto cantarolam uma antiga cantiga
Que foi composta pelos passarinhos antes do anoitecer

As fadas descansam sobre cascos cobertos por musgos
E beliscam pedaços de frutos que as árvores deixaram cair
Adormecem ao som do vento por entre folhas e galhos tortuosos

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Obrigada pela visita ♡

Janelas Abertas

25 de abril de 2016

Amo janelas abertas, pois parecem-me portais a um mundo mágico, assim como o interior de meus olhos que capturam até mesmo o que não vejo e aprisiona em minha mente. Então os meus sonhos despertam como um pequeo pássaro no alvorecer. A brisa adentra pela manhã trazendo a essência do bosque, o verde, a terra, a chuva, os ecos das criaturas escondidas na relva. Salpica gotículas em meu rosto enquanto fecho meus olhos como o fim de uma canção que adormece. Dentro de mim sinto a fragilidade, em silêncio. Abro os olhos e percebo a delicadeza das asas de uma libélula sob a chuva. Então o Sol vem com seus majestosos raios, atravessa as lacunas de uma árvore e ilumina o orvalho que se formou naquelas asas. Em uma dança etérea, o vento continua a esvoaçar as folhas e galhos. As borboletas estão na mesma frequência. O Sol vem se despedir com suas cores melancólicas, um melífluo para os pássaros e demais criaturas que alçam vôo e se adentram na penumbra verde. A estrela da manhã surge, cintilante em um céu adocicado. Cada tilintar é uma explosão silenciosa que a distância transforma em ilusão. Quando o bréu toma conta de meus olhos, sinto o toque nuance de magnífica criatura celestial, seu reflexo não pede licença, mas apenas os despertos naquele momento são privilegiados deiante de sua graciosidade.

O Reino Adormecido de Farilel

12 de janeiro de 2016

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Era uma vez, em um mundo distante, distante da imaginação dos habitantes daquele lugar, havia um local em que os pássaros festejavam o raiar do sol e as gotas das nuvens. Porém tudo isto foi aos poucos desencantando-se por não ser admirado por ninguém.

As flores não desabrochavam mais, pois sabiam que não seriam apreciadas. As borboletas tinham deixado de visitá-las. Os passarinhos se escondiam em seus ninhos… Até mesmo as fadas já não deixavam pelo ar suas risadas contagiantes.

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Um belo dia nublado, uma fada perdida de seu próprio reino, descobriu este lugar mágico adormecido. Ela se encantou com as pequeninas plantas, com as flores discretas e os passarinhos tímidos.

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Aqueles seres ficaram extremamente surpresos e rubros por serem dmirados por uns olhos etéreos, assim chamados, pois eles viam beleza onde os demais não davam tanta importância.

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Quando a moça de olhos etéreos abriu o portão do reino adormecido, todas as criaturas sentiram-se maravilhadas! Cada sorriso de alegria, despertou na flor a vontade de se mostrar. Os pássaros cantaram bem mais forte no topo das árvores, e as fadas começaram a sorrir novamente.

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As criaturas agradeceram a menina de olhos etéreos por lhes ter proporcionado a graça de ser admirado.

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Olive, a fada do outono.

17 de setembro de 2015

Era uma vez em uma floresta repleta de flores e cristais, fadas que eram encarregadas de mudar as estações. Uma destas fadas, era a Olive. Ela trabalhava no minuto que se antecedia o outono. Quando a fada Eve levava consigo o verão, Olive se encarregava de fazer com que as folhas caíssem ao chão, folha por folha.

Um dia, Olive se cansou do trabalho que realizava.

– Oh, eu não aguento mais ser a fada do outono! É tão cansativo derrubar folha por folha! – disse com uma expressão muito emburrada. – Oh, Mãe Natureza, como eu adoraria ser a fada da primavera, a Priela! – exclamou com lamentação.
– Fada Olive, não lamentes pelo teu trabalho. Toda flor floresce, pois antes haviam folhas na terra para nutrir as plantas, através de suas raízes. – disse a Mãe Natureza com a voz delicada como as pétalas de uma rosa.

Olive ainda assim não se conformava com o seu destino. Chateada, sentou-se em uma rocha repleta de musgos.

Do outro lado da floresta, morava um simpático duende que se chamava Fago. Ele trabalhava debaixo da terra. Ajudava as formiguinhas a carregarem folhinhas e sementes para seus ninhos. Adorava ajudá-las e se identificava muito com elas, pois eram bastante trabalhadoras. Colhia o máximo que podia de folhas secas durante o outono e também frutos que se formaram durante o verão e que agora estavam apodrecendo. Ele sabia que os cogumelos iriam ajudar a decompô-las e nutrir todas as plantas da floresta. Fago era um duende muito inteligente! E esperava pelo outono ansiosamente.

Então, finalmente faltavam apenas alguns minutos para a chegada do outono e já fazia um pouco de frio. Mas Olive ainda estava dentro da sua casa, um tronco caído no chão, e decidiu algo que colocaria em risco todo o ciclo daquele lugar!

– Eu não irei derrubar folhas nenhuma! Eu ficarei aqui durante todo o outono e as demais estações, já estou cansada de fazer isso sempre! Por que eu tenho que ficar com o trabalho mais pesado?! – esbravejou sua fúria sem respirar.

Os segundos se passavam, e então a Mãe Natureza começou a ficar preocupada.

– Oh, o que farei? A Natureza só se move com a ajuda de cada ser. Cada ação, por mais pequenina que for é grandiosa!

Ela decidiu ir procurar Fago, o duende inteligente da floresta.
Ele estava a todo vapor se preparando para o outono, quando o vento começou a arrancar seu chapéu vermelho.

– Volte aqui, volte! – gritava enquanto corria para pegá-lo.

De repente, o vento parou e o chapéu de Fago caiu bem em um lago que havia próximo dali. Quando se abaixou para pegar, um rosto se formou na superfície da água.

– Fago, sei que tu és muito inteligente e sábio. Entendes tudo que acontece nesta floresta. A fada Olive, responsável por trazer o outono, não quer mais trabalhar! Estou tão triste, pois temo o que pode ocorrer na floresta toda. Mas eu não sou responsável pelas atitudes dos outros seres. Oh, como eu entristeço! Por favor, a ajude! A ajude a entender que toda a vida necessita de seu trabalho, por mais árduo que seja! – suplicou a Mãe Natureza desesperada.

O duende um pouco atordoado com todas aquelas palavras assentiu que sim. Ele correu para procurar o cervo mais veloz de toda a floresta! Era o Lian. Ao encontrá-lo, disse-lhe:

– Oh, Lian, que bom que te encontrei! – exclamou com alívio.
– O que houve, Fago? – questionou Lian curioso.
– A Mãe Natureza acabou de me pedir ajuda para tentarmos salvar o outono e todo o ciclo das estações. Ela disse-me que a Olive não quer trabalhar mais. E agora temos poucos minutos para isto. Preciso que leve-me até a casa dela, o mais rápido que conseguir.

Mal o duende disse estas palavras, e Lian, graciosamente, o colocou em sua garupa e disparou até o tronco caído da floresta!

Ao chegarem lá, bateram na porta da casinha e a Olive foi atender.

– Fago! Lian! O que fazem aqui?
– Viemos salvar o outono. – gritaram em coro.
– Ah, o outono!
– Tu não se importa nem um pouco? – questionou Fago tão desacreditado.
– Vocês não compreendem o quão cansativo é ter que derrubar folha por folha.
– Olive, és tu que não compreendes nada! O outono é tão importante quanto qualquer outra estação. Sem ele, não teria como as folhas caírem. E dessa maneira haver a reciclagem dos organismos mortos pelos cogumelos e outros seres pequeninos. Isso tudo deixa o solo mais fértil para as árvores e demais plantas nutrirem-se.

Olive passou a ficar mais atenta naquelas palavras. E Fago continuou a falar.

– E sem tudo isto, como o fruto iria brotar no verão? Como as flores iriam surgir na primavera? Como o inverno iria chegar?

Olive ficou cabisbaixa pensando em aquilo tudo que ele falou.

– Bem, tens razão, Fago. Estou sendo tão egoísta em não pensar que minhas atitudes, de certa forma, atingirão os demais diretamente ou indiretamente. É verdade que este ano fiquei bem cansada de tudo que eu faço sempre! Mas agora percebo que meu trabalho árduo é muito importante a todos desta floresta. – desabafou calmamente.

Os dois olharam para ela e sorriram.

– Irei voar por todo lugar, não esquecerei de nenhum galho! Irei derrubar folha por folha e serei grata por ser encarregada de trazer o outono, pois ele também tem a sua beleza e importância.

Ao concluir todas as suas palavras, Fago e Lian esbravejaram muita alegria! E Olive sorriu como um bebê.

Conto escrito por  Mia.

Deixe-o voar, deixe-o regressar

2 de junho de 2015

Minha mente é a frequência mais desajustada que eu conheço. Há momentos que sigo uma mesma linha, outros, desvio para outra, e dessa forma, minha mente se torna um ninho de passarinho. Esse ninho parece que protege um passarinho que não sabe voar. Ah, pobrezinho, tem medo de abrir as asas, cair ao chão e morrer. Eu realmente não sei se este passarinho sabe voar, mas sei que ele se sente livre dentro de seu ninho, da sua própria confusão. O quão confortável é estar aninhada em seu próprio caos? O meu ninho é feito de pequenos gravetos, sementes secas, folhas secas, pequenas pedrinhas. Será que o João-de-barro é errado por seu ninho ser todo de terra? Ou será que ele é o único certo? Estamos em uma imensa floresta e cada um vive em uma árvore. Algumas destas árvores dão frutos, outras são imensas… Será que eu tenho culpa por ser um passarinho que não escolhe apenas um material para seu ninho? Onde começa todo esse emaranhado? Quando o Sol raiar, eu voarei, voarei para além das montanhas. Verei o mundo por outras janelas, verei outros iguais a mim, e outros nem tanto. Voarei para longe e retornarei para meu ninho confuso. Eu sei para onde voltar se sentir medo ou sozinha. Afinal, minhas pedrinhas, gravetos, sementes secas, folhas secas, sempre estarão comigo a esperar o meu retorno. Eu não posso livrar-me de meu ninho. Sou livre, mas há uma força maior que faz regressar-me a ele. Ele é assim, mas é meu e acolhe-me. Não estarei sozinha enquanto houver minha mente com aqueles pequenos gravetos que colhi ao descer da árvore mais alta e ariscar-me por encontrar um predador. Sempre ouvi que havia um gavião comedor de passarinhos. Não voe, passarinho. Era isso que todos diziam-me. Eu voei e colhi tudo isto que faz o meu ninho. É tudo que eu tenho.

Há um quarto escuro que sente fome de luz

27 de abril de 2015

Há um quarto escuro que sente fome de luz e de boas energias. Nada há que se possa ver dentro dele e todas as portas e janelas estão fechadas. Todas as frechas por menores que sejam, também estão fechadas e bloqueiam a passagem da luz. Quanto mais escuro, mais o medo interrompe a coragem de caminhar por ele, por tatear… E por mais abertos que os olhos estejam nada consegue ver. Porém, há uma força que impulsiona a busca pelo conhecimento interior, e quanto mais se busca, mais há maneiras de atravessar barreiras e deixar que a luz nos toque profundamente. A partir daí então, as pequenas frechas de luz vão alimentando este quarto escuro e faminto. As janelas abrirão, as portas abrirão e esta luz radiará vossos corações.

Sem título

Quantas vezes, Lua

15 de dezembro de 2014

15 de dezembro de 2014.

Quantas vezes, Lua
Já não te compartilhei o pranto meu
Quantas vezes, Lua
Já não te mostrei minhas faces
E confundi gotículas de águas minhas
Com as tuas estrelas longínquas
Quantas vezes, Lua
Já não pronunciei teu nome
E que de meu coração – tão incompreendido –
Pela face humana, procurou acalento nas tuas noites
Quantas vezes, Lua
Já não me senti longínqua de tudo que está perto,
E perto de tudo que está além de meu alcance
Quantas vezes, Lua
Já não me deliciei na ilusão de te tocar
Através da água do mar
E quantas vezes, Lua
Já não me senti mais só
Só por assim estar tão longe e perto de ti.

Como Viver Feliz

1 de junho de 2014
  • Assita o pôr-do-sol sempre que possível

Nessas tardes quando se tem tempo livre é melhor se perder nas horas apreciando o crepúsculo. Não importa qual lugar decida ficar para poder vê-lo, apenas desligue o turbilhão da sua mente e se desmanche por entre as cores do céu.

  • Escreva cartas para pessoas que você gosta

É bonito dedicar-se algum momento do teu dia para escrever palavras cheias de carinho, saudade, afeto. Em um mundo tão conectado como o nosso, o romantismo foi deixado de lado um pouco.

  • Procure sempre vê o lado bom de tudo

Acredito que tudo que nos acontece tem um porquê, reclamar das coisas não irá solucionar os problemas. Faça como a Poliana e jogue o Jogo do Contente. Tire todo o peso dos pensamentos e palavras negativas de si mesmo. Verás que um coração leve é bem melhor de se carregar.

  • Inventar histórias em sua cabeça

Imagine como seria o teu mundo ideal. Quais cores ele tem? Quem o habita? Como ele é? Caminhe por ele, explore cada lugar. Até mesmo debaixo de uma rocha a vida pode está!

  • Borrifar água em quem você gosta para brincar

Recolha para si as coisas lindas da infância. Não se envergonhe por parecer bobo, pois ganharás sorrisos e boas lembranças para recordar futuramente.

  • Escrever um diário

Escreva. O papel pode ser silencioso, mas ele ouvirá tuas palavras com muita atenção e não te julgará com maldade.

  • Tome banho de chuva

Não se esconda, esqueça o alisamento no cabelo. Levanta a cabeça, feche os olhos sinta cada gota de chuva tocar suavemente teu rosto. Se quiser, ponha a língua para fora também (eu gosto de fazer isso). Corra na chuva!

  •  Leia poemas

Durante a madrugada, no mais profundo silêncio declame poemas. Ao falar ao telefone com alguém especial, declame poemas. Ao observar as pessoas, leia os poemas que estão escondidos em cada olhar, gesto… Os poemas estão em todo lugar!

  • Tente descobrir desenho em nuvens

Vento e nuvens juntos são verdadeiros artistas. Fazem belos desenhos sobre nós e muitas vezes nem nos damos conta disso. Mas não se preocupem, eles não se sentem tristes porque nós aqui na terra não apreciamos sua arte, eles fazem porque gostam e não para agradar os demais.

  • Saiba dizer “não” no momento certo

Quantas confusões poderemos evitar com uma só palavra dita no momento certo? Não tenha medo de dizer.

  • Observe a natureza que há ao seu redor

Num pedacinho de terra qualquer há tanta vida, há tanta natureza, há tantas coisas que nós podemos apreciar! Observar as formigas e se encantar com tamanha inteligência. As borboletas que voam sobre aqueles “matinhos”, as libélulas na água, o canto dos passarinhos ao alvorecer. O coração que bate no mesmo ritmo das asas de um beija-flor. Caminhe por lugares arborizados, dedique um momento do dia para ficar na janela… Eu faço isso e nunca me arrependo, mesmo tendo tantas coisas para fazer, para estudar. A distração toma conta de mim.

 

Eu decidi fazer um post sobre essa minha lista. Não coloquei todos os itens dela.

O Duende Carrancudo

20 de maio de 2014

O duende carrancudo não gosta de dançar
Não sorri, não proseia e nem quer se enamorar
Certo dia a senhorita flauta doce começou a tocar
Suas notas eram lentas para as asas das borboletas acompanhar
O duende carrancudo teve a curiosidade despertada
Passou então a observar
Carrancudo do jeito que é, disfarçou o desejo de querer saltitar
A flauta doce então, foi acompanhar o vôo forte dos pássaros
Cada decolada, nos pés do duende era uma algazarra
Os bichinhos da floresta não acreditavam e todos em coro gritavam:
– O duende carrancudo que não sorri, não proseia e nem quer se enamorar
Foi tocado pela flauta doce e agora não para de dançar!
E hoje essa história é contada entre os seres da floresta a cada um
E há quem duvide que um coração carrancudo não se enamore por som algum.

– Verônica Mírian.

Sentir

30 de março de 2014
Gosto de sentir a brisa suave tocar meu rosto. As ondas a beijar meus pés. Os raios solares do alvorecer a aquecer meu coração. Sentir o perfume das flores a deixar tudo mais suave. As gotas da chuva a molhar-me delicadamente. A terra úmida sob meus pés. O foucinho gelado dos cachorros. O pelo macio dos gatos. Gosto de sentir a alegria que as pequenas coisas me causam. De sentir minhas bochechas arderem de tão vermelhas que estão, mesmo que seja vergonha. Gosto de sentir o amor invadir dentro de mim. Os toques suaves da vida. O alívio de ter feito o que é certo. Gosto de sentir a presença de Deus. Dos anjos a me guiarem. De criaturas bondosas ao meu redor. Sentir que cada pedaço desse universo tem um pouco de mim e eu tenho um pouco do universo. De estar dentro da mata e sentir uma força infinitamente inexplicável. De sentir que sou importante, que é recíproco… O abraço apertado que une dois corações, o meu e o dele.