Um dia, numa dessas tardes em que eu observava o pôr do sol, eu me senti sozinha. Sabia que ali naquele meu pequenino universo havia vários papéis e tintas, com os quais criei um mundo de faz de conta, de ideias, de lágrimas e de felicidade. Escrever para mim é encaixar perfeitamente a minha cabeça em um ombro amigo. É exatamente assim que me sinto quando escrevo, e desde então não me senti mais sozinha. Aquelas palavras que a minha mão desenhava tão delicadamente, de alguma forma trazia o amor e meus sonhos para bem perto de mim. Não parei mais. Sempre gostei das histórias dos mundos imaginários, das aventuras feitas em cima de um cavalo, dos passeios por florestas e do amor verdadeiro. As ilustrações continham um toque mágico e parecia que elas interpretavam a cena a medida em que eu lia. A leitura proporcionou-me conhecer lugares encantadores. E em um deles eu me deitei sob a sombra de uma adorável árvore e ouvi os pássaros a cantar uma doce melodia para meus ouvidos. Eu conheci os mais lindos lugares com os pés no chão e a minha cabeça nas nuvens. Amo estar em dois lugares ao mesmo tempo. Amo a natureza e a imensidão da vida. Decidi mergulhar no mar da ciência e de vez em quando refugiu-me na escrita. Eu toco o céu com a aquarela no papel. Eu vou para o lado de lá ao ouvir uma música tocar. Eu sou pequenina igual a uma menina. Eu guardo folhas secas para não serem pisadas no chão. Assim sou eu vagando pela multidão.

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