São Francisco de Assis chamava o Sol e a Lua de irmãos. Ele teve um olhar muito sensível, pois viu o divino em toda a natureza, e como é divina a luz solar! Em momentos que estou reclusa em minha toca, a janela deixa entrar uma brisa delicada que toca a minha nuca e também a força do calor da luz dessa nossa estrela irmã. Fico observando, que dependendo do horário, essa luz faz exaltar cores momentâneas porque a cada segundo tudo vai se transformando em novidade… Nem todos os papéis que estão espalhados por mochilas e gavetas de mesas que tenho por aqui seriam o bastante para anotar todas estas sutilezas que podem ocorrer em apenas um dia. Entretanto, sinto-me muito felizarda por poder captar estas luzes e cores. Às vezes elas são guardadas no fundo do coração como uma relíquia ou um museu que eu posso visitar sempre que precisar colocar um pouco de sonhos dentro de mim.

Não há dia que não se torne belo aos meus olhos quando o tempo está ensolarado e os pássaros cantam como se fosse o último dia de primavera, as borboletas voam como se fossem morrer no próximo segundo e apesar de ser assim, elas nunca desistem e estão sempre procurando néctar e, de alguma maneira, elas me presenteiam com suas cores e delicadeza.

Obrigada pela visita ♡