Pular para o conteúdo principal

Siga pelo caminho das flores azuis


Saudações faéricas!

Quando eu caminho por lugares que há algo que desperta a minha curiosidade ou meu encantamento, gosto de nomeá-los com nomes bonitos. Uma flor, um tronco de forma diferente, folhas secas acumuladas ou um pássaro que resolveu pousar etc, tudo isto me faz associar o lugar com o nome que inventei e não com o nome real. Gosto de dizer que moro na Rua dos Passarinhos Azuis, pois da minha janela, posso ver vários sanhaços cinzentos pelas árvores que há por aqui por perto. Desta vez eu caminhei pelo Caminho das Flores Azuis! É um pequeno lugar que há maravilhas para contemplarmos, onde há vários pontos de coloração azulada que chama a atenção de quem se aventura por esta estradinha.

A flor azul trata-se de uma planta silvestre conhecida como erva-de-santa-luzia. Esta flor selvagem fornece pólen e néctar a abelhas nativas, como a abelha jataí. Uma das características morfológicas desta planta é possuir o caule ereto; folhas pecioladas; inflorescência com três ou quatro flores; duas pétalas dorsais (coloração azulada) e duas pétalas ventrais unidas até a terça parte. Gosta de viver em lugares sombreados, muito comum encontrá-las sob a sombra de árvores e são resistentes a seca.

Fiquei tão encantada com o pequeno campo que eles deixaram floridos que não pude deixar de registrar e de criar um singelo poema em minha imaginação.

Nesta manhã caminhei atraída pelo cintilar no céu

Os passos lentos, o anseio em meu âmago

No instante que o encanto saltou aos meus olhos,

Despertei para junto de um sonho azul

O cintilar no céu eram pássaros de luz branca, e eles cantavam:

Siga pelo caminho das flores azuis.

Os passos acelerados, a euforia em meu âmago

Surgiu a beleza escondida de dentro para fora

Vejam só, era um lindo campo celestial

Por trás há singularidade de um mundo pequenino

O que haverá além de portas

Um lugar para repousar como um pássaro repousa em um galho

 

Obrigada pela visita ♡

Flor Cosmos & Abelhas


Saudações faéricas!

Visitei mais uma vez o cantinho que é repleto de flores cosmos (Cosmos sulphureus), mas desta vez em um horário diferente. Percebi que no período da tarde, quem gosta de visitar estas plantas são as abelhas, enquanto as borboletas aparecem no período da manhã. Não sei se esta minha afirmativa é correta, tendo em vista que fiz apenas uma pequena observação… Mas o que irei descrever nas próximas linhas são mais do que simples observações.

O cosmos não é uma planta nativa. Entretanto, se estabilizou muito bem ao clima tropical. Ela pertence a família Asteraceae, que é caracterizada por possuir flores compostas e dispersar sementes com muita facilidade. O cosmos é utilizado para ornamentação e também com o objetivo de interferir no crescimento de outras plantas que são daninhas. Este fenômeno é conhecido por alelopatia. O primeiro registro sobre a capacidade das plantas interferirem no desenvolvimento de outras foi feito por Theophastus, discípulo de Aristóteles.

A sua cor amarelada/alaranjada, sua facilidade para se desenvolver/reproduzir e ser uma das plantas que atrai bastante abelhas, fazem dela um ser muito querido por mim!

Algumas características morfológicas:

  • -caule verde canaliculado, com manchas avermelhadas e esparsa pilosidade
  • – folhas opostas com limbo dotado de numerosos recortes profundos que atingem a nervura central, e cujas margens
    também são recortadas
  • – pecíolos verdes ou avermelhados
  • – inflorescência axilar e terminal do tipo capítulo longo-pedunculado
  • – capítulos rodeados por um invólucro de brácteas foliáceas, semelhante a um cálice,
    e um segundo invólucro com aproximadamente oito brácteas muito desenvolvidas, de ápice tridentado e de
    coloração alaranjada, semelhante a uma corola
  • – flores centrais tubulosas com a mesma cor das brácteas
  • – fruto aquênio escuro, provido de pelos plumosos
  • – propagação por meio de sementes

 

As abelhas são insetos com uma forma de ver o mundo bem diferente da nossa. Elas são capazes de ver outras cores dentro do espectro ultravioleta, por isso elas gostam de visitar as flores que para nós humanos, enxergamos como a cor amarela.

A felicidade da pessoa por rever grandes amigas! hihi

Obrigada pela visita ♡

Acompanhando uma Aventura


Saudações faéricas!

Desde que plantei sementes de cosmos, girassol e mudas de lavanda no pequeno jardim de minha janela, alguns gafanhotos fizeram deste ambiente um lar. Senti-me agraciada por receber tão adoráveis companhias, apesar deles serem bastante comilões!

A primeira vez que os notei, eles eram tão miúdos e verdinhos. Mas com o passar do tempo apenas dois ficaram e foram crescendo, crescendo…

Um deles passei a chamá-lo de Faruel. Um dia eu o via comer folhas de girassol, no outro, folhas de lavanda… E quando estas plantas floriram, ele comeu também! haha.

Essa comilança toda não poderia dar em outra coisa… Ecdise! Alguns artrópodes passam por um processo de crescimento, chamado de ecdise ou muda. Isso ocorre devido à estrutura do tegumento dos insetos. A presença da quitina é responsável em dar rigidez ao corpo do inseto e sustentação. Se o animal recebe estímulos do ambiente como a disponibilidade de alimento (Faruel tinha de sobra), temperatura adequada e um hormônio protoracico-trópico, faz com que a mágica da ecdise aconteça! Então este é um processo de crescimento que alguns organismos passam. Quando atingem a fase adulta, não é mais necessário passar por uma muda.

O Gafanhoto Faruel se tornou um belo adulto castanho! Não fotografei como ele ficou após esta aventura… No dia seguinte não notei mais a sua presença, talvez ele tenha ido a procura de algum parceiro ou parceira para se acasalar e continuar esse ciclo da vida.

As pequenas alegrias que só a natureza consegue causar são uma das coisas que mais valorizo e que me fazem sentir sortuda por estar viva. Este foi o pequeno tesouro que encheu o meu coração de ternura. Como sinto-me maravilhada por ter presenciado este processo com meus próprios olhos! Muito obrigada, Faruel, por ter causado tantos sentimentos bonitos dentro de mim. Os meus momentos com a natureza são sempre tão significativos e inspiradores.

Obrigada pela visita ♡

Jornal Natural Ilustrado: Coruja-buraqueira


Saudações faéricas!

Há muito tempo sentia vontade de fazer pequenas ilustrações de animais, plantas, fungos etc com estudos sobre o organismo representado. Finalmente iniciei esta minha ideia! Quem estreou no Jornal Natural Ilustrado foi uma corujinha muito fofa que amo de paixão! É uma das minhas espécies favoritas e eu já tive a honra de poder ver uma pessoalmente. Neste jornal, pretendo dar ênfase aos animais brasileiros, mas com certeza também farei de outras espécies que existem neste planeta. Pretendo também ilustrar plantas e cogumelos… Espero conseguir!

A coruja-buraqueira pertence a Família Strigidae. É uma ave pequena, seus olhos são grandes e estão localizados lado a lado, por isso elas precisam movimentar o pescoço para poder ver o que há seu redor. A sua visão é binocular, ou seja, enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo. Ela consegue ver os objetos em três dimensões! Que incrível! Mas a sua característica mais marcante é o fato de que ela costuma se posicionar em apenas uma das pernas e este comportamento não é copiado por outras espécies de corujas.

Ela gosta de ocupar tocas que foram abandonadas por alguns mamíferos (seria a coruja-buraqueira um hobbit? haha), mas também pode cavar a sua própria toca através de suas garras e bico. Gosta de viver em planícies, praias, restingas, desertos, campos e até em aeroportos.

Possui a coloração em tons terrosos, variando de marrom ao bege. Esta espécie tem a capacidade de mimetismo, que é bastante raro em aves. Às vezes a cor de sua plumagem pode alterar devido ao hábito que ela tem de viver na terra, especialmente se for terra roxa.

Na época da reprodução, a fêmea coloca seus ovos em buracos de tatus, cupinzeiros ou buracos na areia em regiões litorâneas. Em média são de 7 a 9 ovos por ninhada. A fêmea tem a tarefa de cuidar destes ovos, que quando eclodem, o macho tem a tarefa de buscar alimento para os filhotes.

Obrigada pela visita ♡

Virtude Selvagem ou The Yearling


Saudações faéricas!

Neste mês de maio, uma de minhas leituras foi Virtude Selvagem, da escritora Marjorie Kinnan Rawlings. Eu li uma edição em português, mas decidi adquirir uma edição na língua original por causa das ilustrações. Eu amo livros ilustrados! Então vamos lá conhecer um pouquinho sobre esta história?

Estamos na Flórida de 1870, na época em que a vida selvagem prevalecia. Um lugar repleto de lobos, ursos, esquilos, cascáveis, e é claro: cervos. Neste lugar vive Jody e a sua família. Eles possuem uma vida bastante simples e é da natureza onde tiram todo o seu sustento para sobreviverem. Dependem da caça, da agricultura e das estações do local, ora muito seca, ora com tempestades violentas.

Jody, apesar de conviver com Júlia, a cadela de seu pai, sonha em poder criar o seu próprio bichinho de estimação. O pai não se opõem ao desejo do filho, porém a mãe é muito rígida. É com este ponto incial que no decorrer da história vamos acopmpanhar a relação de pai e filho e como eles conseguem sobreviver em um lugar tão selvagem. Além disso, vamos também acompanhar a luta de Jody para se tornar um bom homem diante de tantas dificuldades, como o garoto tenta compreender o que é certo e errado em sua mente tão pura.

“Escondeu o rosto nas cobertas chorando amargamente, ferido pela crueldade de toda a morte e pela piedade que sentia por todos os desamparados.”

“O corço alçou o focinho, farejando. Lentamente, Jody estendeu a mão poisando-lhe sobre o pescoço, e aquele contato fê-lo delirar de prazer.”

Esta leitura para mim foi muito difícil porque há situações que me fizeram sofrer. Mas ao mesmo tempo compreendo que a autora apenas descreveu o que realmente acontecia naquela época e como determinadas famílias conseguiam sobreviver. É um livro que certamente faz um leitor sensível como eu sentir sofrimento.

Uma fotografia bonitinha para encerrar a postagem.

Obrigada pela visita ♡

Dia Verde


Saudações faéricas!

O dia começou chuvoso, mas alguns minutos depois, o brilho do Sol despertou a alegria e algazarra dos pássaros, abelhas e libélulas. Tudo ficou mais colorido. Nesta minha última exploração encontrei uma roseira tão perfumada! Havia muitos gafanhotos pela grama, que ao caminhar por ela, eles pulavam para o mais longe possível. As libélulas, com suas asas cintilantes, voavam pelo céu nublado e banhavam-se da luz solar. Muitos musgos e liquens sobre cascas de árvores. Algumas borboletas amarelas ansiando pelo néctar das flores. Flores silvestres por todos os lugares, tão pequenas e despercebidas, mas tão incríveis e grandiosas para as abelhas, outros insetos e para o meu olhar que se encanta com tão “pouco”. O jambo ainda não tinha flor e nem fruto. O ipê rosa estava todo verde… Tudo bem, pois por mais que eu visite o mesmo lugar, eu sempre vou encontrar algo novo. Esse é um dos ensinamentos que aprendi ao observar a natureza e o céu.


Uma abelha foi o primeiro ser que avistei e por isso senti-me muito bem recebida e acolhida (amo abelhas!). Esta é da espécie “honey bee”, carrega o nome científico de Apis mellifera. Ela estava voando por esta florzinha silvestre tão miúda!


Havia uma aranha verde, acredito que devia ser uma jovem aranha que ainda não passou por algumas ecdises até se transformar em uma aranha adulta. Achei muito bonito esse tom de verde! Seria incrível se mantivessem esta cor. Verde é uma das minhas cores favoritas.


Gotinhas da chuva que parecem descansar sobre as folhas.


Uma libélula vermelha, que me parece ser da espécie Sympetrum fonscolombii, banhando-se da luz solar.


Senhor gafanhoto que estava na roseira. Eles gostam muito dessas plantas, pelo o que já observei.


Eu caminhei entre os matinhos a procura de conseguir registrar uma borboleta amarela linda. Desta forma, muitas sementes acabaram agarradas na minha saia e elas fizeram de mim uma dispersora. Obrigada por esta missão tão nobre!


Encontrei um ninho de passarinho no chão. Dentro dele havia uma pena bastante molhada, por causa das chuvas. Isso me leva a pensar que a reprodução destas aves foi finalizada com sucesso e há mais passarinhos por aí para alegrar as manhãs com o seu canto e beleza.

Obrigada pela visita ♡

O Maravilhoso Mundo das Abelhas


Saudações faéricas!

Abelhas são os insetos mais fofos para mim. Amo estudá-las e apreciá-las. Identifico-me um pouco com estes seres, pois eles estão sempre frenéticos sem saber em qual flor pousar, assim sou eu: sinto-me entusiasmada sempre que vou explorar e não sei ao certo por qual cantinho começo a procurar tesouros ou quando vou a uma livraria e não sei qual livro escolher.

Mas não senti-me desta maneira quando vi o título “The Bee Book” e aquele amarelinho de abelha guardadinho em uma estante contendo vários mundos únicos! Folheando-o, percebi que este livro foi feito para mim porque há tempos venho sonhando em ajudar as abelhas plantando flores que elas gostam.

Neste último sábado, levei o meu livro na mochila e um punhado de esperança para conseguir ver alguma abelha, pois quando o dia está um pouco chuvoso, é raro se deparar com alguma. Felizmente, o dia foi bastante ensolarado que eu até fiquei com as bochechas rosadas.

Levei também uma muda de lavanda para poder plantar e iniciar este sonho. Agradeço a Joel por ter comprado a lavanda que tanto anseio que cresça e floresça! Desejo de coração que esse seja só o começo de uma aventura para uma menina do dedo florido. Será que um dia conseguirei deixar o mundo repleto de flores?

Quanto ao livro… Suas palavras nos ensinam o que é uma abelha, como elas evoluíram, como protegê-las, entre outros assuntos relacionado a este inseto. Separei alguns conhecimentos que aprendi ao lê-lo.

– abelhas polinizadoras possuem uma estrutura chamada “hind legs”, uma área de pêlos resistentes que é responsável por carregar pólen com maior facilidade

– as abelhas zangão/mamangava/bumblebee são solitárias, nativas do hemisfério sul e correm risco de extinção

– a evolução das abelhas, através do processo de seleção natural, as permitiram garantir suas antenas até a ponta de seus abdomens

– a polinização é o movimento das células sexuais entre plantas floridas da mesma espécie para permitir a fertilização

– antes da evolução das abelhas, este processo era realizado pelo vento e alguns besouros

Criando um Jardim para Abelhas

– mantenha as flores silvestres

– tenha plantas aquáticas ou bromélias para sempre oferecer água às abelhas

– flores tubulares amarelas

– lavanda, cosmos, camomila, dente-de-leão, margarida e girassol são algumas espécies que elas apreciam

Esta é a minha lavanda Laila. Ela está aguardando a visita de alguma abelha amiga!

Obrigada pela visita ♡

 

Os Pequeninos Borrowers


Saudações faéricas!

Você já se imaginou como seria sua vida se tivesse um tamanho bastante pequenino? Eu já, muitas vezes! Imagino que eu adoraria morar dentro do tronco de pinheiro ou carvalho. Colheria néctar das flores para fazer deliciosas bebidas. Lavaria o rosto com a água do orvalho. Navegaria por um rio dentro de uma casca de noz. Gostaria de me deslocar no dorso de um corgi, assim como as fadas irlandesas fazem. Pegar uma carona nas asas de um passarinho… Há tantas experiências magníficas que podemos imaginar com algo impossível. Não é incrível sentir-se parte de um mundo através de uma leitura?

Provavelmente a escritora Mary Norton imaginou algo bem semelhante a isto e criou uma história fantástica sobre uma família de emprestadores: os Borrowers! Eles são bem pequenininhos, gostam de viver em lugares que existam humanos, pois é a única forma de sobreviverem. Contudo, fazem de tudo para não serem vistos por estas criaturas que eles denominam como “mundanos”. Não ser visto por um humano é o primeiro código de conduta de um emprestador!

Há uma família de emprestadores que vivem no assoalho de uma casa no campo. Tudo ocorre bem na vida deles: Pod, Homily e Arrietty, a única filha do casal. Pod é um homem muito sério e um tanto inflexível. É ele quem vai buscar coisas emprestadas, uma tarefa bastante difícil e perigosa. Homily é uma mulher inteligente, mesmo não sabendo ler muito bem. Ela é bastante medrosa e seu maior pavor é ser “vista”, mas apesar de estar amendrotada quase que o tempo todo, ela guarda uma coragem e muita determinação que serão mostradas ao longo da jornada desta família. Arrietty é uma menina curiosa, gosta de escrever em seu diário e seu coração anseia pela liberdade. Ela se sente prisioneira e solitária por estar sempre se escondendo e não ter ninguém com quem brincar e desbravar o mundo que há além do assoalho.

“Falar com Spiller havia feito com que se recordasse da vida livre e selvagem no campo que talvez nunca mais tivesse. Esse refúgio recém descoberto entre os sarrafos e o reboco poderia muito em breve se tornar outra prisão…”

Este ocorrido acarretará muitas e muitas novas histórias para os pequeninos Borrowers. É uma história muito bonita, há momentos de encanto, suspense, amor e muita aventura! A leitura fica ainda mais agradável com as ilustrações que são encantadoras e ajudam a nos situar melhor no mundo dos pequeninos e mergulhar neste mundo que a Mary Norton criou.

Este livro foi a inspiração para o filme O Mundo dos Pequeninos (2012) do Studio Ghibli. Um amor! ♡

Obrigada pela visita! ♡

Condado Folhas Secas


Saudações faéricas!


O Condado Folhas Secas é uma região não muito distante da Rua dos Passarinhos Azuis. Lá existe árvores frutíferas que presenteiam os pássaros com mangas açucaradas extremamente saborosas. Um lugar um tanto esquecido e que abriga criaturas minúsculas moradores da terra, troncos de árvores, ninhos abandonados e até mesmo tocas de animais selvagens como os gambás.

A Gata Melancia é uma grande guerreira felina que se aliou aos debravadores da natureza e sua grande missão é proteger o povo pequeno (eventualmente surgem perigos a este povo indefeso, pois Melancia é muito dorminhoca). Houve uma solene cerimônia no Condado Folhas Secas para a ingressão de Melancia ao Clube dos Debravadores. Jurou, solenemente, ser fiel a seus companheiros sob a sombra das árvores e ao som do canto dos pássaros ali presentes.

Foi uma linda cerimônia. Gostaria de apreciar ainda mais cada pedacinho daquele momento e lugar. Deitei-me na terra coberta por folhas secas e Melancia acompanhou-me. O solo estava com um aroma refrescante de terra úmida, e o aroma lembrava-me um pouco o de hortelã, bem discreto.

Sinto um imenso prazer ao estar em companhia das árvores, da natureza… Árvores parecem sábias cheias de histórias fabulosas para contar, são o abrigo de tanta vida! Como é belo a luz invadindo pelas lacunas que folhas e pequenos troncos retorcidos proporcionam. A luz chega ao chão transformando tudo em um ballet lento e silencioso, como se Chopin tocasse apenas aos seres atentos e observadores, capazes de sentir uma miríade de plenitude e paz, pois estão instensamente conectados com a vossa natureza nesse cosmos de células dando vida às estrelas de outrora.

“(…) Faz de mim a tua lira, mesmo que seja como a floresta. Que importa, se as minhas folhas caírem como as dela? O tumulto das tuas poderosas harmonias. Receberá de ambos um profundo timbre outonal, embora doce e triste. Sê, Espírito selvagem, a minha Alma! Sê tu eu próprio, ó impetuoso! (…)” – P. B. Shelley.

 

Obrigada pela visita! ♡

Novembro Carteiro


Saudações faéricas!

No finalzinho do mês de outubro recebi a visita de pessoas muito queridas através de suas palavras e delicadezas. Mas no mês de novembro as levei para relê-las juntinho de uma árvore amiga. Tudo foi muito especial e me fez sorrir de orelha a orelha! Acho que o Sr. Carteiro gosta de passar pela minha rua no final da tarde, pois sempre recebo cartas neste horário de calor ameno, luz alaranjada, céu rosado…

A primeira carta foi da Mika. Um envelope azul como o céu e um delicado laço lilás sobre o papel. Abrir esta carta foi como abrir um baú cheio de tesouros, pois senti-me honrada por ela ter mostrado uma porção de sua essência mais profunda. A sua caligrafia é encantadora e fez eu me sentir em uma época longíqua. Sou grata por ter sido proporcionada a esta magia em meu dia e pelas palavras poéticas que voaram para meu coração a cada frase lida.

Ela também fez um trabalho incrível em recriar esta portinha de toca hobbit como um pingente que de certo estará pertinho do meu coração, pois amo o livro O Hobbit e fiquei tão feliz por ela ter se lembrado de mim e por ter colocado seu afeto em um presente feito com as próprias mãos.

A segunda carta foi escrita pela doce Yas. Ela está sempre monstrando sua amabilidade e delicadeza nas artes que produz. Suas palavras foram muito especiais, pois parecia que ela sabia o que dizer… Eu realmente estava precisando ler aquelas palavras que fizeram eu me sentir não tão solitária como uma estrela a bilhões e bilhões de distãncia. Mesmo que geograficamente estejamos longe, sei que a Yas é uma das minhas almas gêmeas! Sim, eu tenho muitas almas gêmeas. Isso não é maravilhoso?

Ela fez até uma representação de mim mesma neste lindo desenho! Fiquei tão feliz! Confesso que não me considero bonita o suficiente para que alguém sinta vontade de me desenhar… Ah, fiquei tão surpresa com este presente. Também desenhou um cervinho, um dos meus animais favoritos! Recebi também uma constelação e um cartãozinho(?) de cogumelo. Estou pensando em utilizá-lo como marcador de páginas.

As tão queridas abelhas!


“save the bees” ♡

Obrigada pela vistita! ♡

A Fábula sobre Coelhos e sua Jornada


Saudações faéricas!

Em Busca de Watership Down (A Longa Jornada) é um livro de fantasia e fábula. Foi publicado pela primeira vez na década de 70 e escrito por Richard Adams.

Coelhos buscam a sua liberdade, mesmo sendo ingênuos sobre o mundo

A história começa quando um coelho, que se chama Quinto, tem uma visão profética sobre o viveiro que a comunidade de coelhos vivem. Quinto vê algo que fará sua vida mudar e ir viver uma aventura jamais pensada. Ele, juntamente com seu amigo Avelã, vão a procura do Coelho Chefe, na esperança de que este tome alguma atitude e proteja toda a população de coelhinhos, já que ele é o líder do bando e tem o dever de presar pelo bem estar de todos. Alguns seguirão Quinto em uma aventura rumo a liberdade. Dentro da história existe uma mitologia dos coelhos sobre como surgiram as presas e os caçadores. Esse livro me fez lembrar do William Shakespeare, J. R. R. Tolkien e George Orwell. ♡

Eu amo histórias de aventuras, com descrições belíssimas sobre a natureza e com personagens cativantes, corajosos e inocentes. Há tudo isso nesse livro maravilhoso que entrou para a lista de favoritos! Além do mais, é algo muito atual e repleto de ensinamentos. E eu chorei em alguns momentos. Lindo, lindo, lindo!

Eu prefiro ter sucesso em fazer o que a gente consegue do que fracassar fazendo o que a gente nao consegue.
– Em Busca de Watership Down.

Obrigada pela visita! ♡

Aniversário do Blog


Saudações faéricas!

No mês de outubro o meu blog faz aniversário! Ano passado eu queria muito ter feito algo para comemorar e sortear aqui, mas os meus planos não deram certo. Desta vez farei algo que tem muito mais a ver comigo e com o blog. Eu amo a natureza mais que tudo, como devem saber… Então resolvi fazer um sorteio de sementes cosmos da cor rosa (como estas das fotografias). No dia das crianças passei um dia em um lugar repleto de natureza. Lá havia algumas destas flores e enchi um punhado de sementes para poder plantar e fazer este presente! Espero que a criatura polinizadora que vencer este sorteiio, espalhe estas sementes nos mais variados locais que conseguir. A flor cosmos além de ser muito linda, atrai bastante borboletas e abelhas, então será uma forma de nós contribuirmos para salvar as abelhas da completa extinção. Quanto mais flores que elas gostam neste mundo: melhor! Semeiem.

Quem quiser participar basta preencher a ficha de inscrição e deixá-la comentada neste post. Deixarei as inscrições acontecerem durante 1 semana, ou seja, o término será no dia 22 de outubro. Farei o sorteio da maneira tradicional com papéis porque eu não sei usar esses sorteios onlines haha. Eu entrarei em contato com o vencedor do sorteio, portanto, deixem seus e-mails! Porque assim eu solicito o endereço para poder enviar. Qualquer dúvida, entre em contato comigo através do e-mail do blog: corrocontraovento@gmail.com. É isto, abelhinhas.

FICHA DE INSCRIÇÃO

Nome:
Apelido:
E-mail:
Blog ou outra rede social:
Espaço livre (para comentar o que quiser):

Lhes desejo uma sorte florida.





Obrigada pela visita! ♡

Leitura no Mês das Crianças


Saudações faéricas!

Estamos no mês das crianças e das bruxas, então resolvi escrever um pouco sobre alguns livros infantis que eu amo. Vocês já devem conhecê-los, mas irei postá-los mesmo assim porque eu amo, como disse anteriormente *risos*.

 

After all, what’s a life, anyway? We’re born, we live a little while, we die. – Charlotte’s Web, E.B. White

Charlotte’s Web foi escrito por E. B. White e ilustrado por Garth Williams. Ele é um dos meus ilustradores favoritos e gostaria de adicionar à minha estante todos os livros que ele ilustrou.

O livro é sobre Wilbur (o porquinho), Charlotte (a aranha) e Fern (a menina). Tudo começa quando Fern fica completamente horrorizada por saber que o porquinho seria abatido. Ela o salva, e Wilbur vai viver na fazendo de seu tio junto com outros animais que o excluem, apenas a aranha Charlotte se torna a sua amiga. Bem, eu amo a Charlotte, pois sua sabedoria é muito tocante. Sua relação com Wilbur é repleta de delicadeza e ensimentos. Acredito que seja uma das histórias infantis mais melancólicas que já li.

Flowers are made to bloom in the sun and not to be shut up in an apron. – Heidi, Johanna Spyri

Heidi, A menina dos Alpes foi escrito por Johanna Spyri. É clássico suíço. Foi ilustrado por Jessie Willcox Smith. Antes de adotar este livro (e o volume II da história), não conhecia este ilustrador. Gostei bastante do seu traço.

Heidi é uma menina encantadora. Ela é órfã e sua tia está a enviando para viver com o seu avô. Ele tem fama de cruel e toda a cidade fala que ele matou alguém. Quando Heidi chega na casa do Vovô, este é bastante relutante em ficar com a sua neta. Mas Heidi é tão encantadora que acaba conquistando o seu afeto e também conquista a amizade da cabra Floquinho de Neve, Pedro, Vovó e outros personagens que vocês deveriam conhecer.

Obrigada pela visita! ♡

Convidada para o Chá


Saudações faéricas!

Nesta tarde fui convidada para beber chá de amora com minhas ilustradoras favoritas! Fiquei tão honrada, nunca antes havia participado de um chá entre damas tão maravilhosas como Cicely Mary Barker e Edith Holden. Elas mostraram-me suas ilustrações do mês de outubro e do outono. Apesar de aqui nos trópicos ser primavera. Edith Holden contou-me o que observou e ela também encontrou uma amoreira em outubro, igual a mim! Isso é tão mágico.

Notas de Edith Holden para Outubro:
– frutos de rosa-de-cão
– amoras
– escrevedeira-amarela
– bagas de doce-amarga
– avelãs e bolotas
– bagas de uva-de-cão

Notas de Mia para Outubro:
– amora
– carcará
– saí-azul macho
– sanhaçu-do-coqueiro
– gafanhotos
– aceroleira em flor

THE SONG OF THE BLACKBERRY FAIRY

My berries cluster black and thick
For rich and poor alike to pick.

I’ll tear your dress, and cling, and tease,
And scratch your hands and arms and knees.

I’ll stain your fingers and your face,
And then I’ll laugh at your disgrace.

But when the bramble-jelly’s made,
You’ll find your trouble well repaid.

Obrigada pela visita! ♡

Amoras de sonhos


Saudações faéricas!

Na exploração que fiz neste último sábado reencontrei a cachorrinha Happy e descobri um pé de amora escondido! Seus vizinhos eram o pé de pitanga e pé de acerola. Eu e meu marido passamos bons tempos colhendo todas estas frutinhas. Mas com certeza a que mais me encantou foi a amora. Sempre sonhei em poder comê-las e colhê-las e foi o que aconteceu! O mais incrível é que este momento foi totalmente inesperado. Fiquei tão feliz por este achado tão mágico! Mal posso esperar para regressar naquele local e colher muitas amoras. Eu colhi pouquinhas, pois não havia tantas maduras. Felizmente foi o suficiente para poder saborear essa frutinha muito linda. Quem também participaram da colheira foram uma gatinha tricolor e Happy. ♡








Obrigada pela visita ♡

Um Conto Sobre A Primavera


Todas as manhãs a pequenina Nina saia do oco de um pinheiro e lavava o rosto com as gotas de orvalho da chuva do dia anterior. A primavera se aproximava e ela se sentia muito entusiasmada.
Enquanto isso lá no alto do céu uma águia ecoava seu som característico por todo o vale e em seu dorso havia um gnomo barbudo e pançudo.
Quando Nina se preparava para colher néctar das flores silvestres, a águia pousou em um dos galhos do pinheiro, o gnomo que estava em seu dorso deslizou pelos cascos em uma pinha e correu em direção a ela gritando:
– Uma carta para a senhorita!
Nina virou-se espantada e se perguntando quem teria enviado uma carta para ela
– Ah, obrgada, sr. Carteiro
Ela passou os olhos pelo envelope bem bonito, endereçado a Rua dos Pinheiros Coloridos, srta. Nina Cabeça de Vento. Pensou consigo mesma “Cabeça de Vento???” Quem ousa chamar-me deste modo!
Voltou para seu oco e nem se despediu do sr. Carteiro Gnomo Pançudo

Já dentro de seu adorável pinheiro, começou a ler a tal carta que possuía os seguintes dizeres:

Estimada, srta. Nina Cabeça de Vento

Gostaríamos de lhe avisar que o Bosque dos Pinheiros Coloridos deixará de existir assim que a primavera surgir. Peço-lhe que arrume teus pertences e consiga outro local para viver.

Cordialmente, Centro de Mineração Gnomos do Vale.

Após ler esta carta, não conseguiu mover nem mesmo algum de seus minúsculos dedos. Ainda incrédula, desatou ao desespero. Todo aquele bosque seria devastado porque gnomos gananciosos estavam a procura de minerais preciosos.

Do outro lado do vale, os gnomos se reuniam para explorarem táticas de quais lugares do Bosque dos Pinheiros Coloridos seria ideal para procurar minerais. Os gnomos eram tão inteligentes, sabiam tudo sobre os tesouros que a terra guardava! Eles estavam cegos de ganância e só queriam encontrar ouro.

No final do dia, Nina estava um pouco mais calma, pois o vento de sua cabeça lhe deu inspiração!

Faltavam alguns dias para a primavera, mas Nina estava confiante de que iria dar certo o seu belo plano! Então foi colher néctar das flores amarelas que ficavam no alto de uma subida e onde o brilho do Sol tocava e reluzia ainda mais aquela paisagem.

Naquele momento, bem de baixo da terra, várias sementes de girassóis estavam germinando no Bosque dos Pinheiros Coloridos. E a cada manhã ensolarada que passava, todas as sementes se transformavam em belos girassóis gigantes, tudo para Nina era gigante. Até mesmo em seu oco surgiu um girassol! Todos os habitantes do Bosque estavam eufóricos e a pequena Nina também estava!

 

O caro leitor deve estar se perguntando o que houve, afinal. Poucos sabem, mas este segredo eu posso lhes dizer. Quando o vento passou pela cabeça da nossa pequenina Nina, ele trazia o cheiro da primavera. Foi quando nossa heroína teve a ideia de guardar sementes de girassóis, suas flores favoritas, em cada pedacinho de terra que havia os tais minerais tão cobiçados pelos gnomos. Claro que ela obteve uma ajudinha de amigos camundongos, que assim como os gnomos, conheciam muito bem o mundo subterrâneo! E desta forma, aqueles pançudos gananciosos não conseguiram chegar onde queriam de tanto girassol que havia no Bosque dos Pinheiros Coloridos! Agora milhares de abelhas apareciam e dividiam seu mel com Nina e tomavam chá de néctar juntos.

E quando todos estavam reunidos em seu oco no meio de um pinheiro, Nina pensou consigo mesma que nem todo mineral desse mundo é capaz de recompensar um belo momento com amigos e o quentinho de um chá.

 

 

Obrigada pela visita! ♡

Amarelinho


Saudações faéricas!

Eu amo flores amarelas! Elas deixam qualquer local com um ar de alegria e revitalidade. São muito chamativas e muitos insetos polinizadores dão preferência a flores com esta coloração. Estas fotos foram feitas no mesmo dia deste post aqui. Elas representam toda a felicidade que senti naquela manhã incrível na companhi da Happy.







Obrigada pela visita ♡

Primeiro dia de Primavera


Saudações faéricas!

No último sábado, fui explorar em um lugar que eu amo. Lá é deserto nos finais de semana e tem bastante natureza, e eu amo lugares assim! Sem contar que tem alguns gatos e cães que moram lá e são cuidados pelas pessoas que trabalham neste local. Eu aproveito e tento fazer amizade com todos! Mas é mais difícil se aproximar de alguns gatos, pois muitos são bem ariscos…
Assim que cheguei, havia uma cachorrinha descansando na calçada e quando ela me viu começou a balançar o rabo. Essa algazarra toda começou antes mesmo de eu ter me dirigido a ela (parece que o jogo virou haha). O meu marido estava comigo e deu o nome de Happy a ela. O mais irônico é que nenhum outro bichinho era “happy” com ela por perto, pois a cachorrinha nos monopolizou e não deixou mais ninguém se aproximar de nós (com exceção de um gatinho).
Esse gatinho também era outra fofurinha! Ficou todo feliz com a nossa presença e começou a nos seguir, mas conseguimos despistá-lo porque no momento, não podemos pegar ninguém para criar. Eu chamei este gato de Miudinho.
Consegui fotografar muitas plantas, alguns insetos e um bem-te-vi. Nesta exploração acabei dando muito atenção a Happy e ela saiu em quase todas as fotos haha. Uma coisa engraçada que aconteceu foi quando quis fotografar uma flor amarelinha, a única que havia em um campo de flores lilás bem claros, e Happy me seguiu e deitou em cima da flor!










Obrigada pela visita ♡